Eu não quero ser vazia

Ao som de Sia – Alive

Vazia, vivo em lugares cheios. Vazia me sinto, vazia me vejo, vazia me reconheço. Eu sou vazia, mas é de padrões. O Padrão é jogar, é reter sentimento, é segurar uma mensagem, é não admitir que chorou, é postar qualquer coisa em qualquer lugar, é competir e ganhar sem nem precisar se encantar . Os padrões me deixam de saco cheio.

Eu saio nas noites de frio pra esquentar a alma, e nas de calor pra refrescar o coração.
Eu encho os copos pra relaxar os músculos, expor sentimentos, ligar para pessoas que eu quero ouvir a voz, dizer frases que sempre ficam escondidas, dançar a coreografia que me faça feliz, conversar com pessoas nas quais eu simplesmente sinta afinidade pra isso e falar algumas babaquices também, porque eu sou de verdade e não quero ser perfeita, eu quero ser inteira, inteira de erros e acertos, mas inteira.

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Você já parou pra repensar na sua felicidade? Já perguntou se você é feliz? Não pelas coisas que conquistou, mas pela pessoa que se tornou? Já tirou a sua espiritualidade dos livros e versículos e aplicou no ser humano? Quem é você diante de um outro?
Você é feliz porque conquistou tudo o que desejava? Então você não é feliz, você é satisfeito. Eu não sou uma pessoa feliz, porque ninguém é. Eu busco minhas melhores emoções todos os dias, eu esbarro em gente cruel, mas eu também esbarro em gente doce, eu esbarro em tudo o tempo todo, é que eu sou distraída de mente e de alma.

Eu tenho minhas armaduras, que eu tenho usado muito para as defesas, já que os ataques deixaram algumas cicatrizes, mas eu sou guerreira, tenho uma espada de esperança que eu tento todos os dias deixar novinha em folha para a próxima luta.
Eu tenho sentimento de sobra, tenho um mundo de sonhos pra tentarem destruir e não conseguirem, tenho muitos copos pra encher e muitos pra esvaziar, eu tenho coração e alma pra enfrentar o que for preciso e quando tudo der errado, eu ainda vou ter muita esperança e força pra enxugar as lágrimas e levantar de novo.

Eu não sou vazia, vazios são seus padrões.

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A felicidade é passageira e a decepção é corriqueira

Amizades, relacionamentos, emprego, vivemos em torno de objetivos reais acompanhados de expectativas que nem sempre serão conquistadas.
Felizes daqueles que já não esperam mais nada.(?) Assim são surpreendidos todos os dias, e quando nada acontecem simplesmente continuam sem decepções maiores (será mesmo?).

Decepção é uma coisa comum, todos temos e quase que diariamente, a diferença é que muitas vezes procuramos nos decepcionar por conta de esforços, tentativas e esperanças que não passam de refúgios em busca de algo que nem sabemos direito o que é.

A verdade é que somos imaturos, somos eternas crianças e achamos que a vida é como encontrar alguém numa brincadeira de esconde-esconde, não importa o esforço da procura, no fim, o escondido acaba aparecendo. Só que não é assim, nunca vai ser assim, a felicidade se esconde atrás de pequenas coisas e momentos passageiros, queria eu dormir aflita e acordar cheia de soluções, queria eu sonhar e concretizar no minimo a metade das minhas ilusões.
reflexo contrárioExistem pessoas que nasceram pra nos convencer a procurar incansavelmente o sentido das coisas, essas pessoas são super seres humanos, cheios de conquistas e felicidade de sobra, elas são os espelhos da sorte, e são esses reflexos que as vezes nos fazem olhar internamente e nos perguntar: “Porque comigo não?” ou “Quando eu vou ter a minha vez?”. O que nos resta e lidar e administrar frustrações, dominar decepções e ter como companhia a solidão, mesmo que rodeados de pessoas! Até a esperança de não se decepcionar se torna uma expectativa frustrante.

O que leva tempo pra aprender (e não me incluo na lista dos que já aprenderam) é que somos apenas seres humanos, que as coisas vem e vão e as pessoas vão passar a nos decepcionar diariamente, assim como os resultados que talvez nunca chegaremos a alcançar.
E o que eu realmente desejo é que as coisas sejam mais simples mesmo que mais tristes, que a primeira vista a confusão de sentimentos se torne uma bagunça de sorrisos e anseios.

Que possamos ter a certeza, de que as pessoas que amamos possam dar pequenos sorrisos e perceber que esses são os que valem a pena, que mesmo que a dor sufoque, grite e rasgue, ainda haverá amor e sentimentos bons. E que, as vezes, mesmo que de longe, possamos sorrir de alegria pela felicidade daqueles que fazem parte do nosso coração.
Algumas almas não morrem quando já não há esperanças, elas morrem quando não conseguem se livrar delas.

A vida dela é um jogo de tabuleiro

Ao som de Joss Stone – Right to be wrong

Ela nasce, a vida começa e o tabuleiro inicia.
Ela é uma jogadora determinada, criativa, sabe lidar com os improvisos que a vida lhe encarrega de entregar sem avisar, sua mente não dorme, mas seu coração não deixa ela ser uma jogadora perfeita. Cada jogada é calculada com antecedência, mas ela não entende que dados são imprevisíveis e existem resultados que não estavam nas suas estratégias.
Ela é teimosa e não aceita dados invertidos, resultados pequenos ou jogadores fracos, para disputar com essa moça você precisa de mais do que disposição e vontade de vencer, você precisa de uma determinação infinita e um coração que tenha a capacidade de entender suas atitudes, e olha que ela é cheia de atitudes.
O problema é que ela nasceu com o jogo programado, anotado e detalhado. Passou a vida com a certeza de que seu álbum de memórias teria as fotos posicionadas de acordo com que ela tinha programado antes mesmo de conhecer os integrantes de cada fotografia, mas como todo jogo é uma surpresa, a vida deu uma “pequena-grande” alterada nos resultados, trocou as cartas e ela foi se frustando.

reflexo contrárioAh inocência! Mas veja bem, você não sabia que os jogadores verdadeiros são aqueles que jogam com sentimento? Pois é, ela monta o jogo com a mente, mas joga os dados com o coração. Menina de sentimento puro, expectativas raras e lágrimas de criança.
Ela já aprendeu muito com esses resultados, mas já dissemos aqui que ela é determinada, e devo dizer que é uma palavra pequena diante da sua insistência em ser feliz.
Ela tem cabelos pintados de sol e sorriso espontâneo, ouso dizer que seu nascimento foi um atrevimento do cara lá de cima, acho que ele quis colocar mais cores nessa vida, sim, as cores sempre a acompanharam, ela distribui arco-íris e absorve nuvens negras.
Ela não entende que esse jogo ela não sabe jogar, ninguém sabe.
Ela não aceita que ela não tem culpa de as vezes o tabuleiro pregar peças e a levar para caminhos que talvez ela não esperava enfrentar, ela não consegue mudar o ângulo e entender que esse jogo é que tem sorte de ter uma jogadora que não trapaceia, se entrega e se envolve.
Então ela vai tentando mudar os resultados e modificando as jogadas porque ainda quer aquele álbum com as posições e sorrisos que ela sempre sonhou.
Ela insiste em jogar, insiste em colocar estratégia em cada atitude, esperar que os resultados não a desapontem, e se frusta quando descobre que não depende dela, que a sorte é bem mais brincalhona e não escuta preces.
A vida ensina muitas coisas para ela, mas o que ela realmente precisa aprender que essa vida não é para jogadores e sim para apostadores.

(Texto escrito para minha prima, irmã, amiga, confidente e uma das jogadoras mais verdadeiras que essa vida pôde ter. Prima essa que escreve sobre as jogadas da vida no Vodka, Tabaco & Amor)

Qual é o teu maior medo?

O nosso maior medo não é sermos inadequados.
O nosso maior medo é sermos infinitamente poderosos.
É a nossa própria luz, não a nossa escuridão, que nos amedronta.
Sermos pequenos não engrandece o mundo.
Não há nada de transcendente em sermos pequenos,
pois assim os outros não se sentirão inseguros ao nosso lado.
Todos estamos destinados a brilhar, como as crianças.
Não apenas alguns de nós, mas todos.
E, enquanto irradiamos a nossa admirável luz interior,
inconscientemente estamos a permitir aos outros fazer o mesmo.
E, quando nos libertarmos dos nossos próprios medos,
a nossa presença automaticamente libertará os medos dos outros.

[Trecho do filme Coach Carter – Treinando para a vida]