Os socos que a alma dá!

Hoje eu levei um soco na cabeça. Hoje eu levei um soco na alma.
hoje eu levei mais do que eu esperava. Eu levei mais do que eu achei que Deus poderia me dar.
Deus me daria uma pancada tão forte que não doeria tanto quanto essa.
Deus olhou pra mim e disse: “Você não é nada”. Eu nada era melhor do que isso
Nada é pior do que ver minha alma soterrada por esse soco.
E qualquer soco seria mais ameno que esse, porque esse veio dentro, veio de sangue pra sangue, veio de alma pra alma, veio de dentro e de dentro, dói muito mais.
Antes desse soco quem era eu? Depois desse soco quem sou eu?
Eu era ninguém, mas tentava ser todo mundo, agora sou todo mundo tentando ser ninguém.
Tem muito sal no chão, tem muita água no piso, tem muito sangue nesses corações. Tem coisas que só a vida explica, tem coisas que nem o diabo entende, tem coisas e coisas.palavras

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Os últimos meses

Não consigo pensar em nada que tenha sido tão pesado como esses “últimos meses”. No “últimos meses” não tenho sido a melhor companhia, nem a melhor conselheira,  aliás, a palavra “melhor” não anda me acompanhando mesmo!
Eu tenho uma certa mania de me refugiar em pessoas, apesar de sempre terminar tirando minhas conclusões sozinhas e tendo que encarar tudo sem ninguém do lado, mas eu gosto dessa coisa de poder me refugiar sabe, de poder dar um sorriso quando ouço um comentário feito propositalmente só para me ver mais alegre!
Apesar de saber que no final tudo isso não existe, gosto de imaginar que tenho pessoas pra contar,  ouvidos que queiram me escutar e ombros que queiram me acolher! Mas me parece que nesses “últimos meses” os ombros andam cheios de alças ocupando espaço e os ouvidos com algum fone, porque ouvir música é infinitamente melhor que ouvir qualquer asneira sobre a vida por ai … Eu preciso de um fone pra vida, preciso de uma alça que segure todo o peso que estou carregando
Tenho um vicio imortal e muito desajeitado de acreditar nas pessoas, o que consequentemente me amadurece mais devido as decepções óbvias que eu tenho tomado por acreditar nelas. Eu sempre  acreditei muito nas pessoas, mas foi nesses “últimos meses” que a maioria delas “colaborou” para o meu amadurecimento. Preciso disso, preciso aprender e não me venha com toda a ladainha de “Bola pra frente menina”, “Você é mais forte que isso” ou o clássico “Não fica triste por tão pouco”. Eu fico triste sim! E ficar triste me deixa mais sensata, apesar de mais perigosa!
Hoje eu pensei muito em como resolver certas coisas, pensei, pensei e acabei não decidindo nada, pois é, minha vida anda muito confusa, eu ando muito confusa, até esse texto está confuso!
É… Acho que posso definir esses “últimos meses” como confusos e é nessa mesma confusão que eu vou tentado arrumar tudo direitinho, o que também acho que não vou conseguir…

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