Hoje eu pensei em você, de novo!

Ao som de Adam Levine – Lost Stars

Me sinto tão presa pra escrever pra você. É como se minhas palavras parassem meu coração. Me sinto presa em tudo, nesse sentimento, nessa solidão, nessa vontade de me atirar no primeiro cara que eu ver na frente, só pra ver se o abraço dele esquenta mais que o seu.
E hoje eu me olhei no espelho, olhei e me perguntei um monte de vezes “Como é que esse idiota pode estar perdendo essa mulher? C-O-M-O?”. Eu me perguntei e não me respondi, e não que eu me sinta a mais foda do mundo, na verdade, eu só não consigo entender o porque JUSTO NA UNICA VEZ que eu decidi me entregar por inteiro, sem joguinhos e brincadeiras, fui deixada no canto nessa caixa de brinquedos que a gente chama de relacionamento.
E você não é o que eu posso chamar de “a melhor bolacha de uma trakinas”, mas era a minha bolacha preferida, com o gosto que fazia meu dia mais feliz. Você era a minha gota de açúcar em cada dia amargo que eu tinha que enfrentar.

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As noites vão continuando com lugares cheios, copos vazios e pessoas meia boa, as mesmas noites que me acolhem e escorraçam pra me mostrar que não adianta eu estar linda e cheirosa numa pista cheia, se você não estiver lá pra elogiar a minha dança toda descoordenada, mas que só você consegue ver beleza nela.
E tem sido difícil manter a cabeça erguida, tem sido difícil sorrir ao passar meu numero pra outros caras que eu jurava que levariam um fora meu, já que meu corpo era todo seu.
Eu não quero mais escrever, eu não quero te pedir nada, nem quero te dizer alguma coisa, eu só queria que você me enxergasse como um dia eu te enxerguei, me olhasse como um dia eu te olhei. Eu odeio admitir sentimentos, mas eu só queria que você tivesse me amado como um dia eu te amei, ou amo!

Eu tento te esquecer até nas palavras, eu tento…

Ao som de Bon Jovi – This ain’t a love song

Eu ainda to um pouco sem ar, é que sua respiração anda ecoando no meu ouvido e eu não tenho outra lembrança, são tempos difíceis para corações despedaçados.
Demora a perceber, mas um dia a gente tem que aprender que nem toda atenção é preocupação, que nem toda saudade é da gente. Uma dia a gente aprende que as pessoas nos usam, usam nossos sentimentos e emoções para preencher o vazio do que falta nelas, e vão mantendo pequenos pedaços de toques para que a gente dê nosso tato inteiro.

Eu to aqui sendo muito mais forte do achei que seria, de novo, depois de muito tempo ter acreditado em alguém, de novo, tendo que refazer cada pedaço de mim, de novo.
E agora você anda procurando por outros olhos pra fazer os seus brilharem, mas não deixa o meus enxergarem outra coisa além da sua sombra. E é maravilhoso estar a disposição do mundo e ter um sentimento como o meu ao redor sem ter que retribuir.

Mas a cada lágrima que eu derrubo escrevendo isso, sem nenhuma chance de algum resquício de sentimento seu, tenho certezas de que isso não pode mais continuar.
Antes o comprimento do sorriso era o que me lembrava você, agora é esse gosto de sal que tenho sentido com frequência, é que a gente vai mudando as causas e consequências das pessoas sobre a gente e você, só soube salgar cada gosto doce que eu sentia ao lembrar do que gente tinha juntos.

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Eu vou te confessar uma coisa seu idiota: Eu sou doidinha varrida por você, eu quase morro quando ouço sua voz de sono, eu quase paro mundo quando você da um sorriso e não há nada que me faria tão feliz quanto estar abraçada com você nesse dia tão frio, e isso é tão intenso e verdadeiro que eu sei que vou demorar pra sentir de novo, mas de amor eu não desisto, e você, ah você é só uma amostra do que eu achei que não tinha mais no coração e acabei descobrindo que tenho, tenho tanto que não vou deixar isso sair de mim.

Eu to escrevendo um texto tão confuso quanto a minha vida nesse momento e esse texto não é uma declaração, muito menos uma tentativa de te fazer entender de uma vez por todas o quanto você faz falta. Esse texto é talvez, um ultimo desabafo de alguém que está a cada dia mais cansada. Esse texto é uma forma desesperada de me convencer de que você nunca me quis de verdade. Esse texto é uma das minhas maneiras de me libertar disso, nem que seja através das palavras.

Você me persegue nas pegadas que eu desconheço, você me diz com outras vozes o que eu já cansei de escutar com seu silencio. Você mostra em entrelinhas um texto todo, que eu me recuso a ler ou entender, porque meu coração é meio idiota mesmo, mas um dia ele aprende. Pode ir, pode fechar a porta, pode falar pra todo mundo que a culpa foi minha ou pode falar que foi sua também, agora não me importa muito. As variantes são muitas, mas a essência não muda. No fim, você é só uma versão diferente do mesmo.

Eu não sou acostumada com coisas boas

Coisas boas são como pequenos raios de luz vindos do sol. Você se assusta no inicio, fecha os olhos e tenta se proteger de alguma forma daquilo no qual era acostumada, mas quando o calor da luz entra por entre os poros que já estavam fechados, de tanto receber o frio, você entende o poder que aquilo tem sobre você, você não fecha mais os olhos pra se proteger, você fecha pra se entregar a sensação boa que aquele calor traz para o seu coração, você abre os braços e dança através de cada pequeno raio chegando e vai se entorpecendo, porque coisas boas entorpecem.

Coisas boas são risadas no meio de um filme qualquer, são carinhos fora de hora e um abraço apertado depois de uma briga.
Coisas boas nos fazem querer levantar com um sorriso no rosto e ter mais motivos pra se dedicar a elas. Coisas boas nos fazem agradecer todos os dias por elas estarem por perto e por fazerem nossa vida mais colorida, porque cor na verdade, tem a ver com o jeito que as coisas boas pintam o nosso dia, e eu preciso dizer que eu tenho ganhado arco-íris.

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Eu encontrei uma coisa boa na vida e eu não sei o quanto as coisas boas na minha vida permanecem, porque eu sou tão ruim em lidar com coisas boas, que eu às vezes as afasto e volto pra sombra sem sol, pro preto e branco acinzentado.

Então, desculpa se, por algumas vezes eu não soube lidar com você ou com a gente, mas é que você é uma coisa tão boa e que tem tantos raios de sol e arco-íris, por todo lado, que as vezes eu não sei lidar, já que passei tanto tempo debaixo da sombra. E desculpa não ser sol, nem arco-íris como eu gostaria de ser, como você é todos os dias pra mim.

Não quero mais vomitar borboletas

Ao som de James Arthur – Say You Won’t Let Go

Faz tempo que eu não escrevia, faz tempo que eu não sentia. Faz tempo que eu não sorria, que não olhava o celular tantas vezes. Faz tempo…
E há tempos que eu venho pensando em como levar uma vida madura, sem expectativas e sem borboletas no estômago para evitar que eu tenha que vomita-las assim que as lágrimas começarem a cair.

Mas o tempo tem suas surpresas. O tempo tem uma mania de jogar na nossa cara que não importa o quanto pensamos em planejar para que não venham pegadinhas no meio do caminho, a gente sempre esbarra no inesperado e se pega pensando: E agora? É dessa vez? Ou eu vou vomitar borboletas de novo?

É que em certa idade a gente não pode mais brincar de amar pra sempre e de repente esvaziar o amor eterno como se fosse um pote de maionese estragado. A gente precisa ter certos cuidados para que a maionese não se misture com as borboletas, já tristes, e cause um estrago maior dentro da gente. Ser feliz requer maturidade, mas acima de tudo requer um toque de sorte, requer que as nossas escolhas sejam no mínimo, bem recompensadas, porque não há nada pior que vomitar borboletas por escolhas ruins.

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Eu sei, é estúpido pensar que as coisas vão dar errado sem no mínimo tentar, mas entenda, por favor, eu sou cheia de feridas, e vou te falar que essas doeram demais. Não dá pra ficar bancando a adolescente sonhadora como se eu já não tivesse colocado curativos demais nas feridas que eu nem tenho certeza se ainda estão fechadas. É complicado ser adulta, é complicado.

Acontece que a gente passa a vida procurando por alguém pra dividir sonhos e trocar a delicia que é dar sorrisos bobos no meio tarde e no fim, a gente multiplica histórias mal contadas e lágrimas escondidas.

Eu não ando triste, muito pelo contrário, eu ando assustada com a felicidade que tá ameaçando me tomar por inteira, é que eu sou acostumada a afogar borboletas com vinho barato e copos cheios de desesperança. E eu não queria considerar a felicidade uma ameaça, mas já faz algum tempo que borboletas não são coloridas na minha vida, então esse arco-íris próximo soa um tanto como amedrontador, de qualquer forma, que venham as cores, que as borboletas entrem e que possam pintar todo esse vazio preto e branco.

Os socos que a alma dá!

Hoje eu levei um soco na cabeça. Hoje eu levei um soco na alma.
hoje eu levei mais do que eu esperava. Eu levei mais do que eu achei que Deus poderia me dar.
Deus me daria uma pancada tão forte que não doeria tanto quanto essa.
Deus olhou pra mim e disse: “Você não é nada”. Eu nada era melhor do que isso
Nada é pior do que ver minha alma soterrada por esse soco.
E qualquer soco seria mais ameno que esse, porque esse veio dentro, veio de sangue pra sangue, veio de alma pra alma, veio de dentro e de dentro, dói muito mais.
Antes desse soco quem era eu? Depois desse soco quem sou eu?
Eu era ninguém, mas tentava ser todo mundo, agora sou todo mundo tentando ser ninguém.
Tem muito sal no chão, tem muita água no piso, tem muito sangue nesses corações. Tem coisas que só a vida explica, tem coisas que nem o diabo entende, tem coisas e coisas.palavras

Como anda a vida sem mim?

E como andam os copos depois de terem sentido sua boca?

Como respiram as flores depois de terem sentido seu aroma?

Como o piso ainda sobrevive depois dos seus passos tortos?

Como anda aquela atendente que te olhava tanto?

Como anda aquele prato que você sempre pedia?

Como anda a vida meu garoto?

Como anda a jaqueta que você me emprestou naquela noite fria em que eu não trouxe casaco?

Como anda o frio pra você?

Como anda aquela pizzaria que a gente discutiu por coisa boba e confundiu a atendente?

Como anda aquele carro depois da nossa marca de suor no vidro?

Como anda essa sua voz tão distante agora pra mim?

Como andam as coisas meu garoto?

Como andam os passos que não acompanho mais, os sorrisos que eu não causo, os ciúmes que eu não provoco, os momentos que eu não faço parte?

Como vai essa vida sem mim meu garoto? Como anda essa alma?

Eu quero saber como andam as coisas, mas talvez seja melhor continuar a perguntar sem as respostas. Porque no fim, não quero só saber como você anda e sim, quero saber com quem anda e se, anda como eu gostaria que tivesse andado comigo.

Eu não quero ser vazia

Ao som de Sia – Alive

Vazia, vivo em lugares cheios. Vazia me sinto, vazia me vejo, vazia me reconheço. Eu sou vazia, mas é de padrões. O Padrão é jogar, é reter sentimento, é segurar uma mensagem, é não admitir que chorou, é postar qualquer coisa em qualquer lugar, é competir e ganhar sem nem precisar se encantar . Os padrões me deixam de saco cheio.

Eu saio nas noites de frio pra esquentar a alma, e nas de calor pra refrescar o coração.
Eu encho os copos pra relaxar os músculos, expor sentimentos, ligar para pessoas que eu quero ouvir a voz, dizer frases que sempre ficam escondidas, dançar a coreografia que me faça feliz, conversar com pessoas nas quais eu simplesmente sinta afinidade pra isso e falar algumas babaquices também, porque eu sou de verdade e não quero ser perfeita, eu quero ser inteira, inteira de erros e acertos, mas inteira.

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Você já parou pra repensar na sua felicidade? Já perguntou se você é feliz? Não pelas coisas que conquistou, mas pela pessoa que se tornou? Já tirou a sua espiritualidade dos livros e versículos e aplicou no ser humano? Quem é você diante de um outro?
Você é feliz porque conquistou tudo o que desejava? Então você não é feliz, você é satisfeito. Eu não sou uma pessoa feliz, porque ninguém é. Eu busco minhas melhores emoções todos os dias, eu esbarro em gente cruel, mas eu também esbarro em gente doce, eu esbarro em tudo o tempo todo, é que eu sou distraída de mente e de alma.

Eu tenho minhas armaduras, que eu tenho usado muito para as defesas, já que os ataques deixaram algumas cicatrizes, mas eu sou guerreira, tenho uma espada de esperança que eu tento todos os dias deixar novinha em folha para a próxima luta.
Eu tenho sentimento de sobra, tenho um mundo de sonhos pra tentarem destruir e não conseguirem, tenho muitos copos pra encher e muitos pra esvaziar, eu tenho coração e alma pra enfrentar o que for preciso e quando tudo der errado, eu ainda vou ter muita esperança e força pra enxugar as lágrimas e levantar de novo.

Eu não sou vazia, vazios são seus padrões.